quinta-feira, 3 de maio de 2018

AS 5 PRINCIPAIS QUESTÕES SOBRE O MÓDULO FOTOVOLTAICO RESPONDIDAS PARA QUE VOCÊ NÃO ERRE MAIS NA ESCOLHA DO SEU GERADOR SOLAR

Módulo Fotovoltaico é a correta denominação para a popularmente conhecida placa solar, equipamento mais aparente do sistema fotovoltaico, por ser fixado no telhado, e que é responsável pela captação da luz do sol e sua direta conversão em energia elétrica através das células fotovoltaicas das quais é composto.
Gerar a própria energia é, hoje, um dos assuntos mais buscados por consumidores brasileiros, que buscam escapar do alto valor da energia elétrica e a constante inflação que torna a conta de luz cada vez mais assustadora.
E, entre as tecnologias disponíveis para isso, a solar fotovoltaica tem sido a escolha de 99% desses consumidores, que instalam os sistemas geradores e tem sua energia produzida diariamente através da luz do sol que abunda em nosso país.
Por esse motivo é possível ver, a cada dia mais, aquele conjunto de “placas” (ou painel)fixadas sobre os telhados de casas e empresas, que são a parte mais aparente dos chamados sistemas fotovoltaicos conectados à rede (SFCR).
Você, com certeza, também já deve ter visto algum desses painéis em sua cidade e, se conhece as vantagens e benefícios dos SFCR, já possuiu ou pretende um dia ter um desses em seu imóvel.
Porém, visto se tratar de uma tecnologia relativamente recente em nosso país, muitas dúvidas e, pior, informações incorretas acerca das “placas” são encontradas entre o público leigo.
Por esse motivo, preparamos para você este artigo que irá explicar, da forma mais simples possível, todos os detalhes acerca do módulo fotovoltaico, respondendo as 5 principais questões que muitos costumam errar. Confira!

#1 – Afinal, Qual o Nome: Placa Solar ou Painel Solar?

A resposta correta é: nenhum dos dois. O nome correto desse equipamento é Módulo fotovoltaico, visto que seu componente principal são as células fotovoltaicas.
É nessas células onde ocorre o chamado efeito fotovoltaico, descoberto pelo físico francês Edmond Becquerel em 1839, e que consiste na criação de uma corrente elétrica em um material semicondutor quando este é exposto a luz do sol.
Assim, um módulo fotovoltaico nada mais é que um conjunto de células fotovoltaicas associadas em série e depois encapsuladas, além de outros dispositivos como mostra a imagem abaixo:
O material usado para o encapsulamento tem que ser resistente mecanicamente, eletricamente e termicamente, porque o módulo fotovoltaico fica muito quente quando está trabalhando convertendo a radiação solar em energia elétrica.
Como a parte da frente precisa ser transparente para que a luz solar seja captada pelas células, o material utilizado geralmente é o vidro, porém não o vidro comum, mas sim um especial, resistente a impactos e antiaderente para evitar o acúmulo de sujeira.
A parte de trás (backsheet) é feita de um outro material, sendo o PVDF (Fluoreto de Polivinila) o mais utilizado hoje em dia, que é um composto químico muito similar ao PVC (Policloreto de Vinila).
A moldura é feita de alumínio, visto ser um material leve e resistente a corrosão e, geralmente, é feita uma pintura eletrostática sobre o material. As dimensões da moldura variam de acordo ao tamanho do módulo fotovoltaico.
Já a sua espessura e profundidade variam de acordo ao fabricante, porém os padrões variam de 3 a 5 centímetros, algo que influencia na escolha do sistema de fixação dos módulos fotovoltaicos, seja no telhado, seja em solo.
Para encapsular as células fotovoltaicas é utilizado o EVA (acetato-vinilo de etileno). Isso é muito importante porque uma célula fotovoltaica é finíssima e é um material extremamente frágil, qualquer coisa quebra uma célula fotovoltaica. 
Isso nos leva para a segunda questão…

#2 O Módulo Fotovoltaico É Resistente?

Sim, um módulo fotovoltaico, em si, é muito resistente, visto todos os seus componentes que vimos na imagem acima e que lhe garantem uma resistência a altos impactos, como o de grandes bolas de granizo.
Existem alguns vídeos sobre testes de módulos fotovoltaicos disponíveis na internet, onde é possível ver pessoas pisando sobre eles, passando com carro por cima… confira o exemplo do vídeo abaixo:

A questão é que, muitas vezes, o vidro do módulo fotovoltaico aguenta, as vezes todas as outras camadas que compõem o módulo fotovoltaico aguentam, mas a célula fotovoltaica lá dentro do módulo fotovoltaico se quebra.
Por esse motivo, o módulo precisa ser manuseado com cuidado, embora ele suporte o peso, não é interessante ficar pisando e, na maioria das vezes, a quebra do módulo fotovoltaico acontece durante o transporte e a instalação.
Se uma célula fotovoltaica se quebra dentro do módulo, este poderá apresentar defeito depois de um certo tempo. Mas, se o vidro do módulo fotovoltaico quebra, ele então deve ser retirado do circuito, ou arranjo fotovoltaico, como é chamado o agrupamento de módulos.
Isso porque ele perde a resistência mecânica e elétrica, o que é muito importante, pois, geralmente, o conjunto trabalha com níveis de tensão e voltagem muito altos, fazendo desse módulo danificado um risco de incêndio. 

#3 Todos os Módulos Fotovoltaicos Geram a Mesma Quantidade de Energia?

Não. Os módulos fotovoltaicos diferem um do outro em tamanho e peso, porém, o que a princípio diferencia um módulo do outro em relação a sua capacidade de gerar potência e energia elétrica são a quantidade e tamanho das suas células fotovoltaicas. 
Existem módulos menores, com 60 células fotovoltaicas associadas em série, e outros um pouco maiores, com 72 células fotovoltaicas e que, então, tem mais potência. Atrás dos módulos é possível encontrar uma etiqueta do fabricante com algumas das informações técnicas.
Só que tem uma outra coisa que define também a potência dos módulos fotovoltaicos que é a eficiência da célula fotovoltaica, assim, dois módulos de mesmas medidas e quantidades de células podem, às vezes, gerar potências diferentes.
Cada módulo fotovoltaico possui, de fábrica, uma potência-pico, como 280 Watt-pico e 320 Wp. Watt é a unidade de medida de potência, o pico significa que, no pico da atividade solar, ou pico de radicação solar, esse módulo apresenta esta potência.
Assim, o módulo de 320 Wp possui 18% de eficiência de laboratório, o de 280 Wp tem 16%. Isso significa que, de toda a radiação solar que chega sobre toda a superfície do módulo fotovoltaico, um converte 16% dela em energia elétrica e o outro converte 18%.
Essa eficiência considera toda a área do módulo fotovoltaico, inclusive as áreas mortas, mas só as células fotovoltaicas é que convertem. Então, o que determina a eficiência de um módulo, além do tamanho de suas células, é a própria eficiência individual de cada uma.
O custo das células interfere diretamente no custo dos módulos. Módulos fotovoltaicos de maior potência são mais caros do que módulos de menor potência, porque as células fotovoltaicas de maior eficiência são mais caras do que as de menor eficiência. 

#4 Um Módulo Gera a Mesma Quantidade de Energia em Qualquer Lugar?

Só que tem uma coisa, em condições de laboratório os módulos têm potências distintas, mas em campo pode acontecer deles terem uma potência efetiva muito parecida, talvez até igual.
Isso porque, além das condições de instalação, algo que influencia muito é a temperatura em que os módulos fotovoltaicos irão operar, sendo que as condições de instalação também influenciam nisso.
Módulos fotovoltaicos que são instalados em usinas solares, geralmente ficam com a parte traseira (backsheet) livre, de forma que o vento entra e os esfria.
Assim, eles tendem a ter uma potência maior do que os módulos instalados em telhados, onde o backsheet fica muito próximo da telha, bloqueando o resfriamento, então as células trabalham mais quente e, a medida que a temperatura sobe, a potência acaba caindo.
E o local de instalação também tem essa influência, em locais mais quentes os módulos fotovoltaicos apresentam potência menores do que em locais mais frios.
Mas uma coisa compensa a outra, um local mais quente, provavelmente, é um local que recebe muito mais radiação solar.
E, se o módulo fotovoltaico recebe mais radiação solar, e por mais tempo, mesmo que ele tenha potência menor do que outro módulo instalado em local mais frio, só que com menos radiação, o módulo instalado no local com mais radiação solar gera mais.
Então não adianta nada o módulo fotovoltaico ter eficiência em laboratório muito alta, as condições de instalação influenciam tanto, e as vezes até mais, na obtenção de potência e de energia elétrica.

#5 Como É Feita a Conexão de Um Módulo Ao Outro?

Hoje em dia, os módulos fotovoltaicos já vêm com os cabos e os conectores padrão para conexão rápida, sendo possível conectar um módulo diretamente a outro sem precisar realizar qualquer tipo de adaptação.
O comprimento do cabo é suficiente para alcançar o próximo módulo fotovoltaico e, em alguns casos, é possível até mesmo ultrapassar uma fileira de módulos de um para outro, fazendo, para isso, umas ligações especiais.
Esses cabos e conectores ficam junto à caixa de junção, que é aquela caixinha que fica na parte traseira do módulo (backsheet). Essa caixinha costuma vir vedada e não pode ser aberta, sob o risco de perder a garantia do módulo, visto que seu objetivo é proteger o módulo fotovoltaico.
Dentro dela encontra-se a conexão entre o cabo de saída e as células fotovoltaicas, assim como um pequeno sistema de proteção que são os diodos de derivação (diodos de By-Pass em inglês) que servem para proteger as células fotovoltaicas no caso de um sombreamento parcial.
Isso é necessário porque se a célula fotovoltaica for sombreada, ela deixa de gerar energia elétrica e passa a consumi-la, podendo superaquecer e gerar defeitos nos módulos fotovoltaicos. Mas, graças a esse sistema de proteção individual, isso não acontece mais hoje em dia  
A parte traseira (Backsheet em inglês) geralmente é branca, sendo possível ver a diferença entre as células fotovoltaicas, mas ela pode ser feita de qualquer cor.
Existem módulos onde o Backsheet é preto, assim como a pintura da moldura, o que é feito para que se tenha um aspecto elegante, mas, nesses casos, não é possível perceber a diferença entre as células fotovoltaicas, parece que ele é todo preto.    
Por: Blue Sol

segunda-feira, 30 de abril de 2018

ANEEL MANTÉM VALORES DO SISTEMA DE BANDEIRA TARIFÁRIA. MÊS DE MAIO JÁ TERÁ AUMENTO DA BANDEIRA AMARELA

Conforme anúncio feito na última terça-feira, dia 24/4, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) irá manter os valores atualmente praticados em seu sistema de bandeiras tarifárias na conta de luz.
Isso significa que, para cada 100 kWh consumidos, os brasileiros continuarão pagando os adicionais R$ 1,00 (bandeira Amarela), R$ 3,00 (Vermelha – Patamar 1) e R$ 5,00 (Vermelha – Patamar 2).
É válido lembrar, entretanto, que essa tabela de valores mantida havia sido atualizada de forma excepcional em novembro do ano passado, quando os reservatórios das hidrelétricas do todo país atingiam níveis nunca antes vistos.
Funciona assim: em períodos de pouca chuva, por exemplo, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país, são acionadas as bandeiras, amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.
Devido aos períodos de chuva, de janeiro até abril deste ano os consumidores estavam isentos de cobrança adicional, quando então vingava a bandeira verde, porém em Maio os consumidores já devem se preparar para a nova bandeira em vigor: amarela.
Além de manter os valores das bandeiras, a Aneel também anunciou mudanças nas regras para o seu acionamento, o que fará com que elas fiquem mais condizentes com os níveis dos reservatórios e a real situação do setor elétrico.
Isso, embora passa parecer benéfico, na verdade deverá pesar no bolso do consumidor, uma vez que deverá aumentar a quantidade de vezes em que a bandeira vermelha é acionada.
De acordo com uma simulação feita por técnicos da própria Aneel, caso essas novas regras de acionamento estivessem válidas em 2017, os consumidores teriam pago bandeira vermelha durante todo o segundo semestre, ao invés dos dois meses em que esteve em vigor.
Por Ruy Fontes - Blue Sol

quarta-feira, 25 de abril de 2018

CONTA DE LUZ MAIS CARA: ENQUANTO SALGADO REAJUSTE DAS DISTRIBUIDORAS ENCARECE FATURAS, A SOLUÇÃO FICA MAIS BARATA E VIÁVEL

Devido à secas e mau planejamento passados, reajuste tarifário periódico das distribuidoras deixará Conta de Luz Mais Cara para milhões de consumidores de energia do país em 2018. Enquanto isso, a solução que já livrou milhares de brasileiros desta cobrança fica mais barata e viável.
O quarto ciclo de revisão tarifária das distribuidoras feito pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) irá deixar, novamente, a conta de luz mais cara para os consumidores brasileiros em 2018.
Realizado para manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos das distribuidoras do país, este processo é realizado em intervalos de quatro anos e engloba os consumidores de quase todo o país.
O reajuste médio que foi praticado em distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, de 15%, ficou bem acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estimado para 2018, que é de (3,95%).
Segundo um estudo do Instituto Ilumina, no entanto, isso não é novidade e vem ocorrendo desde 1995, com a tarifa média nacional praticada subindo 50% a mais que o IPCA.
Nessa revisão periódica são levados em conta seis itens: encargos setoriais, custos de transmissão, custos de aquisição de energia, distribuição, componentes financeiros e a correção de reajustes anteriores. 
A falta de chuva e o acionamento de usinas térmicas, mais caras do que as hidrelétricas, além da falta de planejamento do setor, foram os motivos alegados pela Aneel para esses reajustes que deixarão a conta de luz mais cara. 
Quem mais irá sofrer com isso são os consumidores residenciais, atendidos em baixa tensão, que tiveram os maiores reajustes, como os atendidos pela CPFL Paulista, que tiveram reajuste de 20,17%, da Enel Rio (21,46%) e Cemig (22,73%).
E, enquanto dicas para economizar energia são dadas pelas próprias distribuidoras e órgãos do setor, consumidores antenados nas novas tecnologias têm apostado naquela que é a melhor solução para fugir dessa crise.

Economia de Dinheiro, Não de Energia.  

No entanto, energia é algo cada dia mais essencial em nossas vidas, então, se está cada vez mais caro comprar energia da rede elétrica, porque não produzir a própria energia?
Pois é exatamente isso o que milhares de consumidores têm feito por todo o Brasil, usando para isso a fonte energética mais abundante em nosso país: a luz do sol.
Através da instalação de placas solares no telhado, assim como outros equipamentos que compõem os chamados sistemas solares fotovoltaicos, é possível captar a energia proveniente da luz e transformá-la em energia elétrica.
E, como são conectados e funcionam em paralelo à rede elétrica, o consumidor que possui o sistema pode fazer a troca da energia gerada pela energia que consome da rede, dessa forma conseguindo economizar até 95% na conta de luz no fim do mês.
Mais de 26 mil unidades consumidoras em todo o país já participam desse sistema, chamado de compensação de energia elétrica e criado pelAneel em sua resolução normativa 482, de 2012.
Essa regulamentação foi o que propiciou a expansão do segmento de geração distribuída no país, que é caracterizado pela geração de energia pelo próprio consumidor, próxima ao local de consumo ou neste mesmo.
Um sistema fotovoltaico residencial
Dessa forma, é possível ao consumidor ficar imune à essa inflação energética e, ainda, obter um retorno sobre o investimento mais rápido, pois este é diretamente influenciado sobre a tarifa de energia.
E, graças a forte disseminação da tecnologia e expansão da sua cadeia produtiva nacional, puxada também pelos projetos de usinas solares, os preços dos equipamentos tem apresentado uma depreciação anual que torna os sistemas cada vez mais acessíveis ao consumidor final.
Segundo estudo do segmento de geração solar distribuída feito pela Greener, os preços dos equipamentos para sistemas apresentaram queda média de 24% de 2016 para 2017, enquanto o serviço de mão de obra caiu 36% no mesmo período.
Além disso, outro fator que têm permitido a consumidores passarem a produzir sua energia pela solar são as linhas de financiamento específicas.
Recentemente o governo liberou um aporte inédito de R 3,2 bilhões para linhas de financiamento exclusivas para a implantação de sistemas fotovoltaicos, com juros mais baixos e prazos de carência e pagamento atrativos, permitindo muitas vezes ao consumidor pagar as parcelas com o valor economizado na conta de luz.
Uma vez que essa situação do setor elétrico nacional não apresenta sinais de melhoras, espera-se um número cada vez maior de consumidores transicionando para a geração própria.
Por Ruy Fontes - Blue Sol

terça-feira, 24 de abril de 2018

COM PREÇOS EM QUEDA E REDUÇÃO DO PAYBACK, SISTEMAS FOTOVOLTAICOS MULTIPLICAM-SE NO BRASIL PUXADOS POR CONSUMIDORES RESIDENCIAIS

Com mais de 80 milhões de consumidores de energia elétrica e uma incidência solar de 5,4 quilowatt-hora/metro quadrado, o Brasil é um país onde tudo favorece para o crescimento da geração distribuída de energia solar fotovoltaica.
E é exatamente isso o que vem ocorrendo desde que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) regulamentou o segmento através da sua Resolução Normativa Nº 482, de 17 abril de 2012.
Com ela foi criado o sistema de compensação de energia elétrica, o grande marco do setor, que permite aos consumidores que produzem a sua própria energia trocarem esta com aquela que consomem da distribuidora.
Funciona assim: o consumidor instala o seu sistema solar fotovoltaico na casa ou empresa e o conecta à rede elétrica. No momento em que está gerando energia, caso não haja consumo, ela será injetada na rede e emprestada para a distribuidora.
Assim, cada Watt de energia que foi injetada é convertida em um crédito de energia. À noite ou em momentos de pouca radiação solar, quando o sistema não consegue suprir o consumo, a energia consumida vem da rede elétrica.
No final do mês é realizado a conta e de toda energia consumida da rede são deduzidos os créditos energéticos gerados, cada um abatendo um Watt consumido.
Dessa forma, e como os sistemas são projetados para suprir todo o consumo elétrico do consumidor, no final do mês ele estará com créditos suficientes para “zerar” esse consumo, podendo assim reduzir sua conta de luz em até 95%.
Veja, no vídeo abaixo, uma animação que explica de forma simples todo esse processo:
Todos Economizando Com Solar
Representando 99% de todos os micros e minigeradores espalhados pelo país, a tecnologia fotovoltaica domina o segmento de geração distribuída desde o seu início e segue puxando o seu crescimento.
O motivo para isso é óbvio, com níveis de radiação solar maiores que países como Alemanha, EUA e China, onde a fotovoltaica já vem sendo disseminada há anos, a tecnologia é a que apresenta maior geração e, consequentemente, maior retorno ao consumidor no país.
Se, antes de 2012, o país possuía apenas 13 sistemas fotovoltaicos, hoje já são mais de 26.600 deles espalhados e gerando economia para os consumidores, sendo que cerca de 80% deles são residenciais.
O salto mais exponencial veio em 2015, ano em que a Aneel revisou as regras do segmento e criou novas modalidades de geração, que permitiram a outros consumidores, até então não elegíveis, a gerarem a sua própria energia. 
E, com essa popularização da energia solar no Brasil, outro fator tem feito dela a escolha cada vez mais certeira quando o assunto é geração distribuída de energia: a queda dos custos da tecnologia.
Segundo um recente estudo feito pela empresa de pesquisa de mercado, a Greener, o custo de aquisição dos equipamentos para micro e minigeração caíram cerca de 24% entre 2016 e 2017, e cerca de 36% para o serviço de mão de obra.
Isso, aliado ao recente reajuste das tarifas das distribuidoras, que elevou o custo da energia em todo o país, faz com que o consumidor que opte pelo sistema, hoje, obtenha um retorno sobre seu investimento bem mais rápido.
Além disso, aqueles que moram nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, agora poderão contar com linhas de financiamento mais facilitadas, após o aporte de 3,2 bilhões liberado pelo Governo para a aquisição das placas nessas regiões.
Com mais de 3.700 instalações até o momento, 2018 caminha para se tornar mais um ano recorde da solar no Brasil e, até 2024, estimam-se que seremos mais de 886 mil consumidores movidos por energia solar.
Por: Blue Sol

quinta-feira, 19 de abril de 2018

ENTEC SOLAR VISITA FÁBRICA DE EQUIPAMENTOS FOTOVOLTAICOS


A Balfar Solar foi a primeira fábrica a surgir no Paraná de painéis e estruturas de sistemas geradores fotovoltaicos residenciais

No dia 23 de março, a equipe da Entec Solar compareceu em Paranavaí na Balfar Solar, fábrica de equipamentos fotovoltaicos. Compareceram alunos, representantes e colaboradores da Entec, totalizando 51 pessoas.
O objetivo da visita foi compartilhar com os profissionais envolvidos o processo de montagem dos kits, além da realidade da indústria que atua no setor de energia solar fotovoltaica. Foi um dia de muito aprendizado e nós, da Entec Solar, agradecemos a presença de cada representante e aluno.
Após a apresentação da fábrica e a explicação de cada processo de montagem, houve um diálogo sobre as possibilidades do mercado. Participaram desse diálogo todos os visitantes, o presidente da Balfar, Antônio Barbara, e o diretor da Entec, Tiago Sarneski.
Ainda há muito em que explorar no Brasil, poucas indústrias utilizam a energia solar. A maioria dos projetos estão ligados com residências ou comércios de micro geração de energia. Portanto, o mercado das indústrias tem muitas aberturas para iniciar projetos de usinas solares, que são os que movimentam uma quantidade maior de profissionais.

Sobre a fábrica

A Balfar Solar é uma empresa que foi fundada no Brasil, pioneira na fabricação de painéis fotovoltaicos e estruturas de fixação. A missão da fábrica é fornecer produtos de alta performance e contribuir de forma sustentável para geração de energia limpa.
A empresa já se tornou referência na indústria brasileira no fornecimento de produtos para geração de energia solar fotovoltaica. Tem capacidade de produzir até 1400 painéis por dia. Também, ocorre a produção de micro inversores na fábrica. Contudo, o foco é na fabricação dos painéis.
Os painéis nacionais produzidos pela Balfar têm alta eficiência. São módulos multicristalinos protegidos por um vidro temperado e duas camadas de um encapsulante (EVA), além do revestimento em TPT (backsheet) que melhora capacidade de antienvelhecimento.
As placas passam por vários processos de inspeção, câmaras de raio x para verificar o desempenho das células fotovoltaicas e, por último, regulagens para seguir as especificações do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).
Além disso, a Balfar Solar conta com estrutura para montagem, instalação e manutenção do kit inteiro para geração de energia solar. Todos os sistemas completos contam com painéis fotovoltaicos, strings box, inversores, cabos, conectores e estruturas de fixação.

Por que conhecer o processo industrial é importante?

Aqui na Entec nós vemos o tempo todo pessoas que buscam ter autoridade no assunto quando se trata de energia solar. Nada é mais gratificante do que ter a capacidade de conduzir um projeto tomando as decisões corretas no momento certo.
Para atingir esse nível de conhecimento, é necessário estudar, sempre. Ter noção de todas as etapas de um projeto é o primeiro passo. Após isso, aprender o processo industrial fará você ter mais segurança, autonomia e argumentos.
É um processo de disciplina, que leva tempo e dedicação. Talvez, uma única visita não seja o suficiente. Você pode notar que com uma preparação antes da visita, as etapas da montagem fariam mais sentido. Por isso, conhecer o processo antes de presenciá-lo é algo que faz a diferença.
Talvez, seja necessário acompanhar o processo mais de três vezes para entender 100%. Isso não é um problema. Oportunidades de visitar uma fábrica sempre estarão surgindo. Nesse meio tempo, busque aprender o máximo, crie uma rotina de estudos. Comece com 20 minutos por dia.
Se você quer ser um profissional que demonstre excelência no seu serviço, irá precisar de conhecimento abstrato. Estudar o processo industrial é uma forma de aumentar sua base de compreensão.
Portanto, acompanhe todos os canais de informação sobre energia solar, entenda como um sistema é planejado e qual é o processo industrial da fábrica que fornece os equipamentos.
Aprender sobre esses conteúdos fará a diferença na sua carreira. Busque ser referência como profissional no setor de energia solar fotovoltaica.
Por ENTEC SOLAR